A Doença Renal Crônica é uma patologia progressiva que, na maioria das vezes, pode ser irreversível. Nos últimos anos, ela tem afetado cada vez mais pessoas, chegando a acometer cerca de 10% da população mundial. Em nosso país, este problema afeta mais de 2 milhões de brasileiros todos os anos.

Em seu estágio terminal, essa doença não permite manter o equilíbrio hidroeletrolítico do paciente, sendo necessário iniciar uma terapia dialítica, conhecida como hemodiálise. Por isso, é considerado um grave problema de saúde pública e um importante quadro clínico. Continue a leitura e tire suas dúvidas sobre esse problema grave e silencioso que atinge milhões de pessoas pelo mundo. Boa leitura!

O que é a Doença Renal Crônica?

Também conhecida como insuficiência renal crônica, esse problema está diretamente relacionado com o desaparecimento gradual e progressivo das funções renais. Em outras palavras, o rim do paciente perde a capacidade de filtrar o sangue e, consequentemente, não elimina de maneira adequada a circulação de substâncias nocivas ao organismo, como amônia, ácido úrico, ureia e outros.

Esse quadro pode ser provocado pela associação com outras patologias, como hipertensão arterial, diabetes e, especialmente, doenças renais, como rins policísticos, por exemplo. Em linhas gerais, esses problemas podem causar lesões, prejudicando a capacidade de filtração do sangue e aumentando o risco de mal funcionamento dos rins a longo prazo.

Histórico da doença no Brasil

Houve um aumento de 2x no número de pacientes que estavam realizando hemodiálise em 1994 quando comparado ao ano de 2004, com um gasto anual de cerca de 1,4 bilhões de reais por ano com os procedimentos dialíticos e transplante renal. Em 2014, cerca de 112 mil pacientes realizavam terapia dialítica, sendo que 66% possuíam idade entre 19 e 64 anos.

Quais são suas principais causas?

Como destacamos anteriormente, qualquer alteração no funcionamento normal dos rins pode levar o paciente a apresentar sintomas da doença renal crônica. Entretanto, ela está associada principalmente a diabetes mellitus descontrolada e à hipertensão arterial. Contudo, existem outros fatores de risco para a perda da função renal. São eles:

  • História familiar de doença renal;
  • Cálculo renal;
  • Gota e abuso de anti-inflamatórios;
  • Infecções urinárias de repetição;
  • Idade acima de 60 anos;
  • Doenças sistêmicas e autoimunes.

Vale ressaltar que existem diversos estágios da doença e cada um deles pode ser determinado em função da causa específica. Portanto, para promover um tratamento mais adequado é imprescindível que o paciente procure ajuda médica especializada.

Como tratar?

O primeiro passo para iniciar o tratamento correto consiste na identificação do problema que originou o colapso das funções renais. Em alguns casos, por exemplo, é possível tratar a causa principal e estabilizar os rins do paciente, livrando-o da doença. Entretanto, isso só é possível caso o problema esteja em fases iniciais e não apresente lesões mais avançadas.

Outro passo importante para o tratamento é promover uma dieta mais equilibrada para melhorar o funcionamento dos rins. Ou seja, o paciente deve evitar o consumo de alimentos ricos em carboidratos, sódio, potássio e proteínas em demasia. Além disso, a ingestão de líquidos para pacientes em níveis mais avançados também precisam ter um cuidado especial.

Aliado aos cuidados com hábitos mais saudáveis, é recomendável que o paciente utilize medicações indicadas pelo seu médico. Como destacado, é fundamental controlar a pressão alta, o diabetes e os níveis de colesterol no sangue. Contudo, além destes medicamentos, podem ser prescritos alguns suplementos nutricionais, hormônios, diuréticos e controladores de fosfato.

Doença renal avançada

Em casos mais graves, em que a doença apresenta um estado avançado, as intervenções médicas podem ser mais agudas e medidas mais drásticas devem ser tomadas. Nesse caso, será necessário fazer diálises constantes para filtrar o sangue mecanicamente. Outra possibilidade é levar o paciente a fazer um transplante de rins, caso as condições clínicas sejam favoráveis para um procedimento cirúrgico dessa complexidade.

Concluindo, a doença renal crônica é um problema de saúde grave e pode levar o paciente a óbito caso não seja tratada de forma adequada. Ainda, vale ressaltar que detectar precocemente o problema pode facilitar o tratamento, reverter o quadro e devolver ao paciente uma qualidade de vida satisfatória.

Portanto, não deixe de consultar um médico nefrologista. Dessa forma, você poderá ter um diagnóstico mais preciso e as devidas orientações para iniciar o tratamento mais indicado. Por isso, não deixe de entrar em contato conosco e verificar nossas especialidades médicas e como podemos ajudá-lo.

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