A gastrite atrófica é uma condição que pode se desenvolver a partir da inflamação do revestimento do estômago. No geral, esse tipo de inflamação é provocado por infecções bacterianas habitualmente colonizadas na mucosa do estômago: a Helicobacter pylori, comumente conhecida como H. pylori.

Essa doença também pode ter origem autoimune, ou seja, a partir de uma resposta do sistema imunológico em que o organismo passa a produzir anticorpos de defesa, atacando equivocadamente as células saudáveis do trato gastrointestinal.

Diante disso, quando não tratada de maneira adequada, essa inflamação pode atingir todas as células que revestem o estômago. Com isso, o muco que protege o tubo digestivo contra a ação dos sucos gástricos será exposto, agravando o problema. 

Quer aprender mais sobre o assunto? Então é só continuar a leitura!

Afinal, o que é gastrite atrófica?

A gastrite atrófica é um processo inflamatório da mucosa gástrica que se apresenta de diferentes formas (autoimune e ambiental). Em outras palavras, trata-se de uma doença de quadro clínico e fisiopatológico distintos.

A forma autoimune se caracteriza pelo acometimento total ou parcial da mucosa — o que incorre em uma mudança significativa da acidez do estômago. Este processo, por sua vez, está diretamente relacionado a fatores de risco para o desenvolvimento de neoplasias, como o adenocarcinoma e algumas alterações hormonais.

Já a gastrite atrófica ambiental se manifesta a partir da presença de agentes biológicos que provocam um quadro infeccioso e inflamatório agudo. Como já destacamos, ela é adquirida na infecção crônica pelo H. pylori e está diretamente associada aos hábitos alimentares dos pacientes.

Quais são as causas dessa doença?

A gastrite atrófica está comumente relacionada a infecções causadas pela bactéria H. pylori, que ao se instalar no estômago compromete a proteção natural do tubo digestivo, estimulando uma inflamação generalizada. 

Consequentemente, essa infecção bacteriana pode provocar sintomas como dor e queimação na região abdominal, além de incorrer no risco elevado para o desenvolvimento de úlcera e câncer de estômago (carcinoma gástrico).

Em via de regra, a infecção por bactéria é mais comum durante a infância e pode ser agravada caso não haja um tratamento adequado. Além da ingestão de alimentos contaminados, ter contato direto com a saliva de uma pessoa infectada pode acabar transmitindo a bactéria para indivíduos saudáveis.

Em contrapartida, a forma autoimune se desenvolve a partir da produção de anticorpos que atacam equivocadamente as células saudáveis do estômago que, por sua vez, seriam responsáveis por produzir os sucos gástricos que auxiliam na digestão. 

Nesse contexto, as proteínas que ajudam o corpo a combater infecções virais e bacterianas também podem comprometer erroneamente a absorção de vitamina B-12 através de uma proteína liberada pelas células do estômago. 

Portanto, com uma maior deficiência dessa vitamina no organismo, o corpo não consegue produzir glóbulos vermelhos de maneira adequada e acaba provocando quadros anêmicos importantes.

Existem fatores de risco para essa doença?

Por se tratar de uma doença do intestino relacionada à infecção do H. pylori, a gastrite atrófica é um problema com maior prevalência em regiões pobres, isto é, sem acesso a condições mínimas de saneamento básico ou áreas superlotadas. 

Contudo, ela pode se desenvolver em qualquer indivíduo, independente do ambiente em que se está inserido, pois trata-se de uma condição comum em todos os países. Já a forma autoimune é uma doença extremamente rara, com maior incidência em pacientes que apresentam comorbidades como diabetes e distúrbios da tireoide. 

É importante destacar que, apesar destes fatores de riscos, tanto a forma autoimune quanto a ambiental podem contribuir consideravelmente para o desenvolvimento de câncer no estômago. Por isso, é fundamental procurar tratamento médico precoce, sobretudo para garantir maior qualidade de vida e bem-estar.

Quais são os sintomas da gastrite atrófica?

Em boa parte dos casos de gastrite atrófica, a doença pode ser assintomática, o que dificultaria no diagnóstico precoce. Entretanto, alguns sinais podem indicar uma infecção que deve ser investigada a fundo — principalmente se causada pela anemia em decorrência da menor absorção de vitamina B-12 —, como:

  • dor no estômago;
  • náuseas;
  • vômito;
  • falta de apetite;
  • perda de peso sem explicação;
  • anemia;
  • fraqueza;
  • tontura;
  • dores no peito;
  • palpitações cardíacas;
  • zumbido nos ouvidos;
  • dormência ou formigamento nos membros;
  • confusão mental, entre outros.

Como diagnosticar a gastrite atrófica corretamente?

O diagnóstico da gastrite atrófica está diretamente associado a uma série de cuidados médicos que envolvem desde observações clínicas até a realização de alguns testes laboratoriais. Inicialmente, o médico pode avaliar aspectos físicos do paciente, como a presença de dor na região abdominal.

Além disso, algumas características podem indicar deficiência de vitamina B-12, principalmente em relação a determinados déficits neurológicos, palidez e alterações cardíacas, como pulso rápido, palpitações, entre outros.

Em alguns casos, pode ser necessária ainda a realização de uma biópsia. Este exame consiste na retirada de uma amostra do tecido do estômago e tem como objetivo analisar vestígios da gastrite atrófica ou investigar possíveis sinais de infecção por H. pylori.

A gastrite atrófica pode ser tratada?

Para grande parte das pessoas que sofrem de gastrite atrófica, é possível garantir uma melhora considerável, especialmente na redução de alguns sintomas, quando a doença é tratada de forma adequada.

Em linhas gerais, as abordagens terapêuticas consistem em atacar a infecção bacteriana a partir do uso de antibióticos. Além disso, o médico pode prescrever alguns medicamentos que contribuem para diminuição da acidez do estômago, já que eles podem auxiliar na redução da inflamação e cicatrização da parede estomacal.

Concluindo, a gastrite atrófica é uma condição médica que acomete milhões de pacientes ao redor do mundo. Embora seja essencial observar alguns cuidados, é difícil prevenir-se da doença, principalmente aquela provocada por desordens autoimunes. Contudo, adotar bons hábitos alimentares e de higiene pessoal antes e após usar o banheiro ou manipular os alimentos pode contribuir para a minimização de problemas intestinais.O que achou de conhecer um pouco mais sobre a gastrite atrófica? Se gostou deste conteúdo e deseja acompanhar de perto as informações sobre saúde que compartilhamos por aqui, acompanhe-nos em nossas redes sociais: Instagram, Facebook e YouTube.

Olá! Tudo bem? 👋
1
Olá! Tudo bem? 👋

Caso tenha alguma dúvida, deseje agendar uma consulta ou queira falar com nossa equipe, estamos à disposição. 😄

Abraço!