A incontinência urinária nada mais é do que uma condição caracterizada pela perda involuntária de urina através da uretra. Em geral, o problema acontece a partir da perda incontrolável de urina, mas, também, pode ser caracterizada por pequenos vazamentos de urina da bexiga em razão da pressão aumentada sobre o órgão.

Para a maioria dos pacientes, a incontinência pode comprometer severamente a qualidade de vida, impactando desde simples afazeres domésticos até nas relações interpessoais e no bem-estar físico e emocional. Quer saber mais sobre este assunto? Então, basta continuar sua leitura.

Quais são os principais tipos de incontinência urinária?

A doença se manifesta em diferentes formas, podendo ser de esforço, urgência, por transbordamento, funcional e mista. Na incontinência urinária de esforço, a perda se dá quando o músculo pélvico perde sua capacidade de reter a urina e se torna comum escapar urina ao tossir, espirrar ou levantar peso, por exemplo.

Já a incontinência de urgência é caracterizada por um desejo incontrolável e repentino de urinar. Assim, a pessoa mal consegue chegar ao banheiro a tempo e eventualmente apresenta um volume muito pequeno de urina na bexiga.

A incontinência por transbordamento é um tipo de problema que ocorre porque a bexiga está sempre cheia. Portanto, ocorrem vazamentos ou gotejamentos — quando a bexiga não se esvazia completamente.

Por fim, a incontinência urinária funcional e mista ocorrem, respectivamente, quando o indivíduo entende que precisa urinar, mas não consegue ir ao banheiro em razão de alguma doença incapacitante e, quando existe o esforço acompanhado da urgência.

Quem pode ter?

A incontinência urinária é uma disfunção muito frequente em pessoas com idade mais avançada. Entretanto, sua predominância é maior no público feminino na faixa etária de 50 e 60 anos. Por outro lado, mulheres mais jovens, principalmente gestantes, podem apresentar esse tipo de problema.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 5% da população mundial são acometidas, principalmente mulheres e idosos.

Essa é uma condição que está atribuída mais frequentemente às mulheres por conta de problemas nos músculos pélvicos do assoalho, como o hiato vaginal e retal. Além disso, o estreitamento de um segmento da uretra conhecido como a ​​​​​​​​​estenose de uretra é outro fator agravante para o público feminino, já que também é um problema muito comum.

Fatores de risco

Em via de regra, a idade avançada pode ser considerada o principal fator de risco para o desenvolvimento da incontinência urinária. Estima-se que após os 60 anos, esse tipo de intercorrência seja muito comum para boa parte dos indivíduos de ambos os sexos. Por outro lado, independente da faixa etária, esta é uma condição tratável para boa parcela dos pacientes acometidos.

Além da idade avançada, alguns outros problemas de ordem médica podem ampliar os riscos de surgimento da condição e estão diretamente associados a problemas do trato urinário, doenças neurológicas e outras comorbidades como a obesidade, diabetes mellitus, abuso de medicamentos (com propriedades diuréticas, antidepressivas, antipscicóticos, sedativos, etc) e o tabagismo.

Infecções urinárias (principalmente a cistite), cirurgias pélvicas e de retirada do útero (histerectomia), gestantes, mulheres na menopausa e homens com doenças do aumento da próstata (prostatite), indivíduos que sofrem de doença de Parkinson ou mal de Alzheimer e, ainda, pacientes com esclerose múltipla, traumas na coluna e AVC completam o grupo de risco para essa condição.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico inicial da incontinência urinária pode incluir uma anamnese completa do paciente com o objetivo de verificar o histórico clínico dessa pessoa. Além disso, recomenda-se a realização de exames de urina simples e testes de força com o abdômen.

Caso seja necessário, o urologista pode indicar ainda que sejam realizados testes de urodinâmica, ou seja, a avaliação das condições normais do funcionamento do trato urinário baixo. 

Este exame consiste na inserção de um cateter através da uretra para medir a pressão da bexiga, verificar o volume da urina, tempo de produção, capacidade volumétrica das vias urinárias, entre outras.

Em outras palavras, é possível identificar os volumes que a bexiga suporta em condições normais de avaliação. Por fim, se houver indícios de obstrução das vias urinárias, recomenda-se uma ultrassonografia para avaliar melhor o órgão.

Como tratar a incontinência urinária corretamente?

O tratamento para incontinência urinária é baseado na causa e gravidade do problema. Usualmente, são aplicadas técnicas mais simples, no intuito de minimizar qualquer tipo de efeito colateral. No geral, elas incluem principalmente a mudança de hábito, tanto no que diz respeito à alimentação quanto a prática de atividades físicas.

Para alguns pacientes, pode ainda ser indicado um maior equilíbrio na ingestão de líquidos, bem como ir frequentemente ao banheiro para realizar micções periódicas. Outra possibilidade é o controle de comorbidades importantes como a obesidade e a diabetes.

Faz parte ainda dos tratamentos alternativos algumas sessões de fisioterapia para fortalecimento do assoalho pélvico e bexiga. Por outro lado, alguns casos mais severos podem demandar o uso de medicamentos, sobretudo para pessoas que sofrem com problemas prostáticos.

Ademais, os casos mais graves dessa condição — quando não apresentam uma resposta positiva ao tratamento convencional — pode ser indicado a realização de diferentes procedimentos cirúrgicos de baixo risco e recuperação mais rápida. 

Conclusão

Ao contrário do que imaginam a maioria das pessoas, a incontinência urinária é um problema que tem tratamento para a maioria dos pacientes, incluindo pessoas idosas. Sendo assim, ao promover uma abordagem adequada desse tipo de distúrbio, será possível garantir uma melhora considerável na qualidade de vida dos pacientes.

Para tanto, é preciso consultar um médico especialista para determinar o diagnóstico correto e identificar quais são as causas para a perda de urina. Ademais, procure evitar o sedentarismo — já que é um fator de risco para obesidade. Nesse contexto, controlar o ganho de peso e praticar exercícios regularmente pode fortalecer o sistema do trato urinário, incluindo o assoalho pélvico, e permitir uma melhor prevenção para essa condição.

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