A Doença Celíaca é um distúrbio autoimune provocado pela intolerância ao glúten. Na maioria das pessoas, este problema pode se desenvolver em qualquer época da vida e tem caráter permanente — já que não existe cura conhecida. No entanto, com o diagnóstico da doença celíaca feito de forma correta é possível ter uma vida absolutamente normal.

De modo geral, indivíduos com predisposição genética podem desenvolver esse tipo de inflamação crônica no intestino em razão de uma resposta imunológica equivocada. Em outras palavras, ao ingerir alimentos que contenham glúten, o sistema de defesa do organismo ataca as próprias células da parede intestinal, provocando lesões graves.

Agora que você já sabe como funciona o princípio básico da Doença Celíaca, chegou a hora de entender um pouco melhor sobre os exames para diagnosticar corretamente a enfermidade. Continue a leitura e saiba mais sobre este assunto!

Relação entre doença celíaca e a má absorção de nutrientes

Por conta das lesões provocadas pelo sistema autoimune, o intestino sofre algumas alterações importantes em sua estrutura. Isso porque, ao final de um longo período, as saliências presentes no intestino — aqui chamadas de vilosidades — se enfraquecem e geram um quadro de deficiência grave na absorção dos nutrientes dos alimentos que ingerimos.

Logo, pacientes que têm essas estruturas muito danificadas passam a desenvolver diferentes problemas de ordem médica, afinal, há um prejuízo na metabolização de substâncias que são essenciais ao funcionamento adequado do corpo.

Além disso, vale lembrar que os nutrientes e minerais são absorvidos pelo organismo através de um processo que envolve diversos órgãos. No entanto, o intestino delgado é o principal responsável por grande parte da absorção desses nutrientes, justamente por conta de suas vilosidades.

Assim, essas estruturas que aumentam a superfície de contato do intestino favorecem para que o órgão seja mais eficiente na hora de absorver proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais na corrente sanguínea.

Nesse contexto, indivíduos com má absorção de nutrientes podem ter diversas complicações, como diarreia crônica, perda de peso ou dificuldade na manutenção do seu peso normal — mesmo com a ingestão adequada de alimentos. Ademais, mulheres podem ter o seu ciclo menstrual comprometido, sendo muito comum também o acúmulo de líquidos.

Quais os principais sintomas da Doença Celíaca?

Embora ocorra de maneira mais discreta nos primeiros anos de vida de uma criança, a doença celíaca pode ocorrer em qualquer fase da vida, inclusive surgir após a idade adulta. Em contrapartida, diagnosticar corretamente a DC é um desafio, bem como explicar todos os seus sinais e sintomas.

Em via de regra, essa condição não está necessariamente atrelada a sintomas específicos em pessoas diferentes. Outro detalhe é que alguns dos sintomas característicos podem estar associados a outras doenças ou até mesmo se desenvolver na forma assintomática.

Confira, a seguir, alguns dos principais indícios da doença celíaca tanto em pacientes adultos quanto nas crianças.

  • Adultos

Grande parte das pessoas afetadas pela doença celíaca na fase adulta apresentam quadros de anemia, fraqueza e perda de apetite. Outro sintoma muito comum são os casos crônicos de diarreia, pois pela dificuldade de absorver os nutrientes as fezes apresentam um aspecto mais oleoso ou gorduroso.

Algumas pessoas podem ainda ficar subnutridas, apresentar feridas orais e inflamação na língua ou desenvolver um quadro avançado de osteoporose e osteopenia. Por fim, cerca de 10% dos pacientes acometidos pela doença celíaca desenvolvem problemas de pele, em especial as erupções cutâneas ou a chamada dermatite herpetiforme.

  • Crianças

Crianças podem apresentar os sintomas já nos primeiros anos de vida, geralmente a partir da introdução de cereais na dieta, já que estes alimentos contêm glúten. Algumas crianças podem manifestar quadros leves de desconforto estomacal, muito embora seja possível também ter sintomas mais preocupantes, como distensão abdominal, diarreia, esteatorreia e distúrbios do crescimento.

Como fazer o diagnóstico da Doença Celíaca?

O médico gastroenterologista pode suspeitar do diagnóstico da doença celíaca sempre que um indivíduo apresenta os sinais e sintomas que já foram previamente mencionados. Nesse caso, o profissional pode indicar a realização de diversos exames.

Na prática, a identificação da doença celíaca se dá a partir de investigações clínicas e testes laboratoriais. Ou seja, o paciente deve se submeter a exames para avaliar os níveis de anticorpos, realizar biópsias ou exames cujo objetivo é determinar a deficiência em determinadas vitaminas sempre que necessário.

Os mais comuns são: anti-transglutaminase tecidual, anti-endomísio ou anti-gliadina — sendo que os dois primeiros são os mais recomendados — e a biópsia do duodeno para determinar com maior margem de segurança o diagnóstico da doença celíaca.

  • Anti-transglutaminase tecidual

A transglutaminase tecidual é um tipo de enzima que tem como objetivo realizar diversas funções no organismo. Uma delas é a catálise enzimática, responsável pela velocidade das reações de nosso organismo. Este diagnóstico da doença celíaca é considerado “padrão ouro” na investigação da enfermidade por se tratar de um procedimento bastante sensível e específico à enteropatia sensível ao glúten.

  • Anticorpo anti-endomísio

O endomísio é um anticorpo presente na camada de tecido que cobre a parede dos músculos presentes no intestino. Sua presença em testes sanguíneos é de fundamental importância para determinar um diagnóstico mais preciso de doença celíaca. Entretanto, resultados negativos não podem descartar completamente um diagnóstico prévio.

  • Biópsia do duodeno

Quando um paciente faz um teste positivo para a doença celíaca, o médico pode indicar a realização de uma biópsia do duodeno. Este exame é um pouco mais invasivo e, por isso, é realizado através de uma endoscopia digestiva alta.

No geral, as biópsias do duodeno são altamente recomendadas para confirmação do diagnóstico de doença celíaca. Contudo, podem ser descartados os demais resultados caso o perfil genético analisado não seja capaz de detectar o perfil HLA DQ2/DQ8.

Por outro lado, em caso de discrepância nos resultados apresentados, o paciente deve realizar, a critério do médico, uma pesquisa específica do HLA, DQ2 e DQ8 para auxiliar no diagnóstico.

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