A síndrome da bexiga hiperativa é um problema do trato urinário inferior muito comum para milhões de pessoas. Estima-se que cerca de 45% da população mundial venha a desenvolver essa doença em algum momento da vida. Nos homens, sua taxa de prevalência pode variar entre 7 e 27%, enquanto o público feminino é responsável por um acometimento maior, variando de 9 a 43%.

Diante deste cenário, compreender corretamente os possíveis quadros clínicos da doença é um passo importante para o planejamento adequado do tratamento. Intervenções cirúrgicas podem ocorrer, caso haja a presença de sintomas mais intensos ou a ocorrência de obstruções do trato urinário inferior. Por outro lado, medicamentos que ajudam a controlar e relaxar os músculos da bexiga podem ser muito úteis no tratamento.

Quer saber mais sobre essa doença e como ela afeta a qualidade de vida dos pacientes acometidos? Então acompanhe o post, pois nele responderemos algumas das principais dúvidas sobre este assunto!

O que é a síndrome da bexiga hiperativa?

A síndrome da bexiga hiperativa é uma enfermidade de longa evolução caracterizada pela associação de diferentes sintomas miccionais irritativos. Em linhas gerais, os pacientes podem ou não sofrer com a perda involuntária de urina imperativa, que está normalmente acompanhada de uma frequência miccional aumentada diurna e noturna.

Por outro lado, o problema não está associado a infecções ou outros tipos de doenças comuns no trato urinário inferior. Sendo assim, o paciente pode não perceber maiores dificuldades ao urinar ou sintomas como ardência (disúria), já que na bexiga hiperativa esse tipo de ocorrência não está presente.

Os sintomas do trato urinário inferior podem ser clinicamente identificados tanto em homens quanto nas mulheres de qualquer idade. Sendo assim, seu diagnóstico precoce e adequado permite ao médico estabelecer um tratamento com o objetivo de garantir maior qualidade de vida aos pacientes, sejam eles de caráter cirúrgico ou a partir do uso de medicamentos específicos.

Quais são as causas mais comuns?

A bexiga hiperativa pode ser provocada por mutações da bexiga, ocorrendo ou não devido a doenças do sistema neurológico, como esclerose múltipla, Alzheimer, Parkinson ou AVC, por exemplo. Além disso, é bastante comum após episódios de irritação das vias urinárias com origem em infecções urinárias, cálculos, cistos ou câncer.

Em via de regra, esse tipo de mudança compromete o funcionamento do órgão, fazendo com o que os músculos da bexiga contraiam equivocadamente, levando à urgência de micção e incontinência urinária. Embora possa ocorrer em qualquer idade, é mais habitual que se inicie a partir dos 60 anos — podendo prejudicar sensivelmente a qualidade de vida dos idosos.

Por fim, o período gestacional pode desenvolver alguns dos sintomas da bexiga hiperativa, como a incontinência urinária. Isso ocorre devido à maior produção de urina, bem como em função do aumento na pressão que útero exerce sobre a bexiga. Consequentemente, há maior dificuldade para controlar o fluxo de urina.

Quais os sintomas dessa doença?

Os sintomas e/ou indícios da doença podem ser diversos, dependendo do grau da doença, e variam de acordo com cada paciente. No geral, é comum o aumento da frequência urinária, ou seja, o paciente pode sentir vontade de urinar diversas vezes durante o dia ou noite (noctúria). Além disso, são habituais as queixas de vontade súbita de urinar e a dificuldade em reter a urina. 

A perda involuntária de urina em repouso ou ao realizar algum esforço também são sinais comuns da doença. Durante a micção, o indivíduo acometido tende a apresentar um jato mais fraco ou intermitente. Além disso, está presente um esforço maior para iniciar, controlar ou recuperar o fluxo urinário.

Ademais, pode acontecer uma redução brusca do fluxo no final de uma micção prolongada, ocorrendo o gotejamento de urina e a sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. Vale lembrar que a urgência em urinar é um dos principais sintomas e aquele que mais aborrecem os pacientes, uma vez que compromete suas relações sociais, impactando negativamente sua qualidade de vida.

Fatores de risco

Embora não seja uma condição exclusiva provocada pelo envelhecimento, a idade avançada é um importante fator responsável pela bexiga hiperativa. Contudo, como já destacamos, algumas condições médicas, como distúrbios neurológicos e gravidez também podem ser considerados fatores de risco.

Além disso, pacientes acometidos por enfermidades cujo tratamento necessite do uso de medicamentos com alta concentração de cálcio também podem desenvolver a síndrome da bexiga hiperativa. Por fim, indivíduos obesos, diabéticos ou com cálculos são considerados como grupos potencialmente vulneráveis a esta condição.

Quando buscar por ajuda médica?

Em tese, os sintomas da síndrome da bexiga hiperativa não são potencializados com a ação do tempo. Por outro lado, quadros miccionais irritativos podem comprometer severamente a qualidade de vida dos indivíduos acometidos. Dessa forma, uma parcela considerável das pessoas pode desenvolver problemas isolados ou associados de caráter emocional, psicológico e social.

Nesses casos — e quando houver a constatação de alterações anatômicas importantes na estrutura do trato urinário — é fundamental procurar auxílio médico. Afinal, essas pessoas poderão encontrar dificuldades no relacionamento com outras pessoas e ter interferências representativas na sua qualidade de vida a ponto de desenvolver quadros de depressão e ansiedade.

Como é feito o diagnóstico?

De modo geral, quando a bexiga hiperativa é provocada pela obstrução do trato urinário, o diagnóstico pode ser realizado por meio de imagens, exames laboratoriais e a urofluxometria, ou seja, um procedimento que permite medir o fluxo urinário. Portanto, para determinar corretamente essa condição é preciso basear-se nos sintomas apresentados pelo paciente, especialmente quando há uma súbita vontade de urinar.

Vale lembrar, porém, a importância da visão clínica sobre as queixas dos pacientes. Afinal, investigar a fundo as causas e origem do problema pode fazer toda a diferença na hora de promover um tratamento bem-sucedido. Além disso, enfermidades do trato urinário podem ter diferentes razões e, portanto, a visão clínica de modo geral é peça chave no diagnóstico.

Quais as formas de tratamento disponíveis?

Para o tratamento da bexiga hiperativa pode ser indicada a cirurgia ou o uso de medicamentos que atuam na redução da hiperatividade dos músculos da bexiga, como antiespasmódicos e anticolinérgicos. Além disso, o médico urologista pode estabelecer tratamentos alternativos, como a realização de sessões de fisioterapia para fortalecimento muscular da região, devolvendo assim maior controle sobre o órgão.

Concluindo, a síndrome da bexiga hiperativa é um problema comum que atinge milhões de pessoas em diferentes idades e condições médicas. Embora possa comprometer sensivelmente a qualidade de vida de seus pacientes, é possível controlar a bexiga hiperativa e proporcionar mais conforto e segurança para os indivíduos acometidos. Para tanto, o diagnóstico correto se torna o principal aliado para um tratamento de sucesso.

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