A dermatite é uma inflamação da pele que pode se manifestar por meio de coceira, vermelhidão e/ou descamação da epiderme. Em alguns casos, esse problema provoca ainda uma sensação de ardência e queimação da superfície da pele em qualquer parte do corpo. Esses sintomas podem ter origem em diversos tipos de dermatite, sendo difícil o autodiagnóstico e tornando necessária a consulta com um especialista.

Por se tratar de um problema bastante comum, não são raros os casos em que pacientes acometidos ignoram os sinais e sintomas e, por isso, não procuram ajuda médica. Entretanto, dependendo do grau da irritação cutânea, essa condição pode comprometer a qualidade de vida das pessoas e tende a se tornar um problema crônico. Por isso, o mais recomendado é consultar um dermatologista.

Mas, afinal, quais são os tipos mais comuns de dermatite e quando é indicado procurar ajuda médica? Para responder essas e outras perguntas, preparamos um guia sobre o assunto. Continue a leitura e entenda as diferentes formas de inflamação da pele.

Quais são os tipos de dermatite?

Os principais sintomas da dermatite podem se manifestar de diferentes formas. Sua identificação, portanto, se dá a partir da área afetada, bem como pelo tipo de lesão provocada na pele. Vale lembrar que essas marcas surgem a partir de uma crise alérgica decorrente de diferentes fatores. Por isso, qualquer indivíduo está sujeito a desenvolver dermatites, independentemente da idade.

Para um tratamento eficaz, é indispensável determinar adequadamente o tipo de dermatite. Sendo assim, vamos à classificação e principais características dessa inflamação. Confira!

1. Dermatite atópica

A dermatite atópica é uma doença genética caracterizada por reações alérgicas crônicas que formam eczemas atópicos (inflamação que provoca coceira). Caracterizada por uma pele de aspecto mais seco, é comum a formação de crostas sobre as áreas afetadas, sendo as dobras do braço e joelhos sua maior prevalência.

Outro detalhe importante é que normalmente a dermatite atópica pode estar atrelada a crises de asma ou rinite. Por isso, a razão pelo seu surgimento tende a ser a exposição a elementos alergênicos de caráter ambiental ou imunológico. Por outro lado, não se trata de uma doença contagiosa, logo, não há riscos de transmissão.

2. Dermatite de contato

A dermatite de contato é uma inflamação com origem a partir do contato ou exposição a agentes que provocam reações alérgicas e irritação na pele. De modo geral, ela pode ser provocada por substâncias químicas ou contato com algum produto que, por sua vez, ativa uma resposta imunológica de longo prazo.

Na prática, são bastante comuns em áreas como as mãos e a face, entretanto, podem se espalhar com facilidade e muito rapidamente para outras partes do corpo. Além de produtos de limpeza e higiene pessoal, objetos como joias e bijuterias ou até mesmo cremes hidratantes são o ponto de partida para o surgimento dessas lesões.

3. Dermatite seborreica

Assim como os outros tipos de dermatite, a seborreica provoca vermelhidão e descamação da pele, sobretudo nas sobrancelhas, couro cabeludo e orelhas. Sua causa ainda não é bem conhecida, entretanto, sugere-se que tenha origem genética e pode ser desencadeada a partir do contato com agentes externos ou crises emocionais.

Muito comum em recém-nascidos, pode também acometer homens no início da fase adulta. Nos bebês, porém, a dermatite seborreica é chamada de crosta láctea e se trata de uma condição não ofensiva de caráter temporário, com maior predominância no couro cabeludo.

4. Dermatite de estase

A dermatite de estase é uma inflamação presente nos membros inferiores resultantes da má circulação sanguínea. Por isso mesmo, sua principal causa está diretamente relacionada a uma condição chamada de insuficiência venosa crônica, provocada por bloqueios nas veias que impedem a passagem normal do sangue nessa região.

O aspecto da pele avermelhada e com uma leve descamação pode indicar esse tipo de dermatite. Entretanto, é possível que o dermatologista solicite um exame de ultrassonografia para determinar mais precisamente essa condição. Seus sintomas mais comuns incluem pequenas úlceras próximas ao tornozelo e inchaço nas pernas.

5. Dermatite esfoliativa

Também chamada de eritrodermia, a dermatite esfoliativa é uma doença que provoca a inflamação da pele, vermelhidão e descamação em regiões maiores do corpo, sobretudo o tórax, braços e pernas. Em via de regra, esse tipo de dermatite está associado a outras condições clínicas, como psoríase (escamas e manchas secas) ou eczema (formação de bolhas e feridas).

Esse problema normalmente provoca a queda dos pelos na região afetada, podendo ainda causar calafrios e febre alta, acima de 38º C. São comuns também o inchaço de pequenas glândulas pertencentes ao sistema linfático e sensação de frio. Apesar de ser considerada mais grave, essa doença tem cura e exige o acompanhamento médico durante o período de internação para tratamento dos sintomas.

6. Dermatite herpetiforme

A dermatite herpetiforme é uma inflamação da pele que tem origem autoimune, caracterizada pelo surgimento de erupções cutâneas crônicas. De modo geral, sua manifestação está associada à doença celíaca, sendo frequentemente comum em adultos, embora possa acometer também crianças e idosos.

Apesar de ser comum para grande maioria de doentes celíacos, normalmente essa segunda condição se dá na forma assintomática da doença. Por isso, seu diagnóstico é difícil, sendo muitas vezes necessária a realização de biópsias cutâneas e testes de imunofluorescência direta. Além disso, podem ser indicados também a análise de marcadores sorológicos.

7. Dermatite numular

A dermatite numular é uma inflamação da pele que se caracteriza pelo surgimento de lesões em forma de moeda. Muito comum em pacientes de meia-idade, está ligada à pele mais seca. Por isso, manifesta-se mais frequentemente durante o inverno. Seu diagnóstico pode ser feito através de um exame clínico e o tratamento inclui ainda o uso de corticoides tópicos.

Como você pode ver, a dermatite pode se apresentar em diferentes formas e surgir por diversas razões. O mais importante é que, independente do seu tipo, a dermatite pode ser controlada e até mesmo ser curada. Para tanto, é preciso fazer consultas regulares a um dermatologista para estabelecer juntos o melhor tratamento, bem como o medicamento adequado ao seu problema em específico.

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